E aqui ao som da cerveja, ao gosto do Alceu, criei um um pronome, afinal se eu fosse explicar o que eu sinto, não caberia nem na primeira nem nem na segunda, caberia no meu pronome.
Eu já escrevi sobre pessoas, e falava especificamente sobre elas... mas para você cabe mais.... e não é só porque você é uma gracinha... todo mundo sabe que você é doce, mas ninguém sabe quanto.
Então se eu fosse falar de você eu tenho mesmo que criar um pronome, porque não digo sobre você separado, imagine que sem graça seria dizer sobre sua brancura sem minha cor. Não teria a minima audiência a sua carinha de bom moço sem mim.
Então o pronome mais do que pessoal é: " a gente", porque a nós somos o que faz as coisas criarem gosto. e se eu disser que somos parecidos, estarei contando uma grande lorota, a gente é diferente, é isso que torna tudo isso bom. Sempre fico imaginado a vida com alguém assim, assim, putz!!! morri de tédio.
sabe porque o pronome persiste porque entre nós existe um abismo de gente diferente, e é isso que faz de "nós "a gente" nós é muito sem graça eu posso ser nós com qualquer um, mas com você eu posso ser a gente. Ali eu divido leite, ovos, chocolate e manteiga, é quase um bolo, mas gente , a gente é muito melhor.
Por a gente compartilha, a gente faz acontecer com ou sem tequila, pois nós dividimos anseios.
A gente funciona pois você come carne, toma cerveja, fuma um cigarro para relaxar. agente funciona, porque eu durmo antes e você bastante. A gente como agente funciona porque o os gatos dormem em nossos pés, a gente funciona porque temos amigos, porque compartilha de profissão é demais, mas nunca de pesquisa, a gente funciona pois é uma delicia, já que você cheira limpeza e casa de mãe enquanto eu cheiro suco de manga.
E se eu fosse criar uma língua acho que começaria pela gente, porque a gente tem cara e tem cor, por que a gente tem cheiro, tem gosto, porque a gente não deixa passar, por que a gente só existe se for a gente.
sábado, 24 de agosto de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Plano B
A palavra de ordem sempre é a coragem, eu nem sei bem, mas acho que ela vêm disputando espaço com a covardia, pois falhar, dar com os burros n'água é bem frustrante, a cada vez que uma nova oportunidade surge, uma série de planos são traçados, e todo mundo fica imaginando, como vai ser, o cheiro, os trajes, os sabores, os sons, tudo então é idealizado, mas como nem tudo é assim, o plano ideal vai ficando de lado e o que resta é o real.
A verdade é que fracassar te deixa devastado por um bom tempo, enquanto você cata os cacos do que poderia ter sido, não consegue entender o Porquê? sempre vem alguém que vai dizer que tudo tem uma razão de ser, que você fez o que deveria ser feito, que a lição é algo importante, mas a grande verdade aquela que ninguém admite, é que você vai levantar, bater a poeira, dizer que está tudo bem, que não foi nada (como quando você tropeça na rua, morre de vergonha e diz para alma caridosa que te estendeu a mão, não foi nada) lá dentro do seu coração você cria um certo receio.
Ninguém quer ficar desolado, ninguém quer jogar os planos fora, pela janela.
Todo mundo quer conseguir chegar ao cume e por isso se debate, rebola, requebra.
Hoje meu peito que se faz de corajoso, está receoso, com medo do porvir...
Como será se reconstruir? Qual será a alternativa?
Mas, essas são cenas dos proxímos capítulos.
A verdade é que fracassar te deixa devastado por um bom tempo, enquanto você cata os cacos do que poderia ter sido, não consegue entender o Porquê? sempre vem alguém que vai dizer que tudo tem uma razão de ser, que você fez o que deveria ser feito, que a lição é algo importante, mas a grande verdade aquela que ninguém admite, é que você vai levantar, bater a poeira, dizer que está tudo bem, que não foi nada (como quando você tropeça na rua, morre de vergonha e diz para alma caridosa que te estendeu a mão, não foi nada) lá dentro do seu coração você cria um certo receio.
Ninguém quer ficar desolado, ninguém quer jogar os planos fora, pela janela.
Todo mundo quer conseguir chegar ao cume e por isso se debate, rebola, requebra.
Hoje meu peito que se faz de corajoso, está receoso, com medo do porvir...
Como será se reconstruir? Qual será a alternativa?
Mas, essas são cenas dos proxímos capítulos.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Sobre tempo e as distâncias pecorridas
Eu cometo ousadias, gosto delas.. a ousadia da vez é falar sobre o tempo
Já notei faz um tempo, que o tempo me enlouquece, quando saio de madrugada para o trabalho, vejo a lua, imagino como irei vencer aquele dia, quando eu nem me dei conta a lua está lá novamente e eu nem senti os acontecimentos.
Amanhecer em uma cidade e anoitecer em outra, sempre reflito sobre isso, sobre como a distância encurta os tempos, sobre como em um dia as coisas viram do avesso e nada existirá a não ser a memória para ser compartilhada.
Quando eu estava nos primeiros aninhos de estudo sempre me imaginava como uma veterinaria que iria cuidar, viajar conhecer animais exóticos na ilha de Galapagos ou qualquer outro lugar, chegaria bem pertinho de um Dragão de Komodo e teria muitos cavalos em um sítio, seria uma grande amazona. Quando não muito tempo passou, os planos mudaram, a vida mudou, aí eu já me imaginava viajando o mundo como arqueóloga e historiadora, seria uma doutora renomada, escreveria muitos livros, revolucionaria o mundo assim, assim o tempo se foi.
Hoje ainda não sou doutora, mas historiadora, reflito sobre o tempo, a soicedade, pego a estrada para uma pequena cidade que tem appenas 4.000 habitantes. Ainda quero revolucionar o mundo, ainda quero escrever muitos livros e devorar outros.
Contudo o retrocesso feito junto a minha memória é mais curto, faz um ano... uns meses, na verdade ele ainda está no tempo presente. Um dia eu pisquei e tomava o ônibus, já voltava de Minas Gerais, quando saltei em São Paulo e já sabia que aquilo iria ficar para trás, mesmo que eu não acreditasse, outro dia pisquei novamente estava em outro lugar e em outros lençois, vivendo uma outra história, sem nem perceber dessa vez fechei os olhos e ali eu fiquei, por um quase 270 dias, eu fui Bossa Nova, sem me preocupar com os males, do mundo apenas com meu coração, apenas com quem compratilhava meus jantares. Durante esse tempo que calculado em meses nada significa, mas que somam 6480 horas eu sorri para meus amigos, comi bolinhos, comprei flores, cozinhei, ri e compartilhei tanto, muito afeto, muitos risos, algumas milhares de cervejas, cochilos, viagens, bancos, blusas.
Duarante 9331200 minutos flutuei, fui feliz, tinha os programas mais deliciosos de domingo, meus amigos de longa data sempre juntos a mim para poder cuidar a uma distância de 244 Km eu poderia sorrir mais, esses aproxidamente 1952 Km pecorridos em espaço de tempo tão curto essas 72 horas de ansiedade para chegar a hora de ter as malas carregadas em direção a alegria ao que julgava ser pisar em grama verde.
Hoje me lembro que apenas pisquei, mudou de novo, o tempo virou, hoje caminho em outra direção, peço para o tempo voltar ou avançar para eu poder ficar na direção certa, para não precisar me perder no tempo e na memória para acontecer de novo, melhor, mais feliz e para poder ser sempre tempo presente e não passado, para não correr na virada de um ampulheta, no tempo do relógio, no piscar de olhos, para mudar e teletransportar para o presente aquilo ou aquele que me deixa feliz.
Já notei faz um tempo, que o tempo me enlouquece, quando saio de madrugada para o trabalho, vejo a lua, imagino como irei vencer aquele dia, quando eu nem me dei conta a lua está lá novamente e eu nem senti os acontecimentos.
Amanhecer em uma cidade e anoitecer em outra, sempre reflito sobre isso, sobre como a distância encurta os tempos, sobre como em um dia as coisas viram do avesso e nada existirá a não ser a memória para ser compartilhada.
Quando eu estava nos primeiros aninhos de estudo sempre me imaginava como uma veterinaria que iria cuidar, viajar conhecer animais exóticos na ilha de Galapagos ou qualquer outro lugar, chegaria bem pertinho de um Dragão de Komodo e teria muitos cavalos em um sítio, seria uma grande amazona. Quando não muito tempo passou, os planos mudaram, a vida mudou, aí eu já me imaginava viajando o mundo como arqueóloga e historiadora, seria uma doutora renomada, escreveria muitos livros, revolucionaria o mundo assim, assim o tempo se foi.
Hoje ainda não sou doutora, mas historiadora, reflito sobre o tempo, a soicedade, pego a estrada para uma pequena cidade que tem appenas 4.000 habitantes. Ainda quero revolucionar o mundo, ainda quero escrever muitos livros e devorar outros.
Contudo o retrocesso feito junto a minha memória é mais curto, faz um ano... uns meses, na verdade ele ainda está no tempo presente. Um dia eu pisquei e tomava o ônibus, já voltava de Minas Gerais, quando saltei em São Paulo e já sabia que aquilo iria ficar para trás, mesmo que eu não acreditasse, outro dia pisquei novamente estava em outro lugar e em outros lençois, vivendo uma outra história, sem nem perceber dessa vez fechei os olhos e ali eu fiquei, por um quase 270 dias, eu fui Bossa Nova, sem me preocupar com os males, do mundo apenas com meu coração, apenas com quem compratilhava meus jantares. Durante esse tempo que calculado em meses nada significa, mas que somam 6480 horas eu sorri para meus amigos, comi bolinhos, comprei flores, cozinhei, ri e compartilhei tanto, muito afeto, muitos risos, algumas milhares de cervejas, cochilos, viagens, bancos, blusas.
Duarante 9331200 minutos flutuei, fui feliz, tinha os programas mais deliciosos de domingo, meus amigos de longa data sempre juntos a mim para poder cuidar a uma distância de 244 Km eu poderia sorrir mais, esses aproxidamente 1952 Km pecorridos em espaço de tempo tão curto essas 72 horas de ansiedade para chegar a hora de ter as malas carregadas em direção a alegria ao que julgava ser pisar em grama verde.
Hoje me lembro que apenas pisquei, mudou de novo, o tempo virou, hoje caminho em outra direção, peço para o tempo voltar ou avançar para eu poder ficar na direção certa, para não precisar me perder no tempo e na memória para acontecer de novo, melhor, mais feliz e para poder ser sempre tempo presente e não passado, para não correr na virada de um ampulheta, no tempo do relógio, no piscar de olhos, para mudar e teletransportar para o presente aquilo ou aquele que me deixa feliz.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Alô, Alô...
Certa vez uma pessoa que acredita em muitas coisas, inclusive na filosofia oriental me disse que nossa casa é o espelho dos nossos pensamentos, pois bem hoje minha casa não é só minha eu divido ela com mais alguns habitantes, mas meu quarto ainda é meu, e quer saber ele está um caos.
Sinceramente comecei a acreditar nisso, visto que minha mente se encontra em tal estado, em perigo bagunçada, existem calaçados, roupas, livros, cartas e documentos por todos os lados, sem contar um guarda-roupas lotado de coisas de um tempo que já se foi.
É a partir das minhas observações do cotidiano que acabo juntando as letras dentro do caos, tenho chegado a conclusões um tanto assustadoras.
Minha vida é um terno faz de contas, que só acontece no que está sobre meu pescoço e na tela do computador é ali que estou vivendo nos ultimos tempos. Nos seriados, filmes, ali eu já salvei vidas, mudei o mundo e mais ali eu fui amada com todas as minhas idiossincrasias, ali a minha existência tomou importância. Essa é uma conclusão patética, contudo absolutamente real, sendo paradoxal, a realidade é que não vivo no plano real, mas sim no mundo da lua e é de lá que eu me comunico, lá minhas fantasias estão criando movimento.
Como diria Lucas Silva Silva:
- Alô, Alô Planeta Terra chamando.... essa é mais edição do diário de bordo, do meu diário de bordo, onde tudo pode acontecer........
No mundo da lua eu estou em uma vida que tenha sucesso, em algo diferente, cheio de gente, agitação das boas, com as melhores músicas, amigos.
E o plano real? aaaa deixa para depois, quando estou ali no Mundo da Lua, tudo pode ser, tudo pode rolar tudo vira uma fotografia, uma cena de filme, lá a vida acontece?
Quando foi que eu deixei de ser alguém interessante, iventiva sim, mas executora para ser apenas inventiva aqui dentro?
Quando foi que eu deixei qualquer frustração me deixar ir embora e não voltar mais desse plano onde tudo é maravilhoso e eu vôo de uma praia nas Bermudas para a nuvem dos ursinhos carinhosos, escapo de de uma caixa de papelão e tomo um balde de sorvete.... fiquei presa?
Deixe de viajar fisicamente, para não voltar mais do plano da imaginação?
Sempre me pergunto como eu era aos nove anos? Essa mesma pessoa que me falou do quarto, disse que eu era confiante, criativa, segura, tranquila e feliz.
Lá no Mundo da Lua eu sempre acho que sou, mas aqui que não é o mundo das idéias, onde as esquinas são de verdade, os cães latem e lambem, onde nem sempre é verão, em que estação do ano eu fui embora? qual foi a esquina que eu dobrei? qual foi a nave na qual embarquei?
Sei que quando fechos os olhos ou ás vezes com eles bem abertos ainda posso sentir aquele mundo se materializando para depois ir embora.
Sinceramente comecei a acreditar nisso, visto que minha mente se encontra em tal estado, em perigo bagunçada, existem calaçados, roupas, livros, cartas e documentos por todos os lados, sem contar um guarda-roupas lotado de coisas de um tempo que já se foi.
É a partir das minhas observações do cotidiano que acabo juntando as letras dentro do caos, tenho chegado a conclusões um tanto assustadoras.
Minha vida é um terno faz de contas, que só acontece no que está sobre meu pescoço e na tela do computador é ali que estou vivendo nos ultimos tempos. Nos seriados, filmes, ali eu já salvei vidas, mudei o mundo e mais ali eu fui amada com todas as minhas idiossincrasias, ali a minha existência tomou importância. Essa é uma conclusão patética, contudo absolutamente real, sendo paradoxal, a realidade é que não vivo no plano real, mas sim no mundo da lua e é de lá que eu me comunico, lá minhas fantasias estão criando movimento.
Como diria Lucas Silva Silva:
- Alô, Alô Planeta Terra chamando.... essa é mais edição do diário de bordo, do meu diário de bordo, onde tudo pode acontecer........
No mundo da lua eu estou em uma vida que tenha sucesso, em algo diferente, cheio de gente, agitação das boas, com as melhores músicas, amigos.
E o plano real? aaaa deixa para depois, quando estou ali no Mundo da Lua, tudo pode ser, tudo pode rolar tudo vira uma fotografia, uma cena de filme, lá a vida acontece?
Quando foi que eu deixei de ser alguém interessante, iventiva sim, mas executora para ser apenas inventiva aqui dentro?
Quando foi que eu deixei qualquer frustração me deixar ir embora e não voltar mais desse plano onde tudo é maravilhoso e eu vôo de uma praia nas Bermudas para a nuvem dos ursinhos carinhosos, escapo de de uma caixa de papelão e tomo um balde de sorvete.... fiquei presa?
Deixe de viajar fisicamente, para não voltar mais do plano da imaginação?
Sempre me pergunto como eu era aos nove anos? Essa mesma pessoa que me falou do quarto, disse que eu era confiante, criativa, segura, tranquila e feliz.
Lá no Mundo da Lua eu sempre acho que sou, mas aqui que não é o mundo das idéias, onde as esquinas são de verdade, os cães latem e lambem, onde nem sempre é verão, em que estação do ano eu fui embora? qual foi a esquina que eu dobrei? qual foi a nave na qual embarquei?
Sei que quando fechos os olhos ou ás vezes com eles bem abertos ainda posso sentir aquele mundo se materializando para depois ir embora.
domingo, 21 de abril de 2013
Para quem tem pés de bailarina...
Eu quero uma casa no campo.... opa não era bem isso que deveria ser dito agora, às vezes eu acho que eu entendo o que você quer, existe uma espécie de sintonia entre o que nós conversamos.
Não é que eu não queira uma casa no campo, gostaria muito, aliás eu tenho muitos desejos, eu quero muita coisa, muitas vezes meu unico desejo é ficar sozinha, não gostaria de um abraço, porque se não quem sabe uma lágrima rolasse.
Asssim como a senhora, eu também desejo alguém atencioso, para dividir um copo de água ou mesmo um de cerveja, que só para variar me levasse para dar uma volta com os cachorros, com quem os silêncios fossem confortaveis.
Eu sei bem que fazia um tempão que a gente não se via, que a principio eu fiquei um pouco cheia de dedos para falar com você, mas Deus como eu sentia saudades!!!
Sei também que a gente gosta de se degladiar, que quando você está de TPM é o diabo de saias, mas também sei que eu não ligo, que cada tapa é necesário, porrada de amor não dói, mentira dói sim, contudo são necessárias para as coisas funcionarem.
Você pode achar uma grande maluquice da minha parte, você pode estar achando esse texto uma merda, um erro, eu não estou nem aí... sei que você mais do que qualquer outro ser humano acredita na mudança de certas coisas, e nem quero apelar para discussões acadêmicas...
Sorri muito ao ver a senhora sorrir, saber que você ainda dança muito bem, que você ainda é carnivora, que você é você mas um você melhor, mais madura, mais maneira, mais Radical Chique, que ainda tem ares de Paris, e sorrisos abrasileirados muito peculiares.
Nem sei o motivo, mas me deu vontade de publicizar o quanto essa visita foi importante, o quanto certas conexões são legais, queria dizer que etsmaos ai, para te dar um tapinha nas costas e dizer que se não quiser uma casa no campo tudo bem, acho que você poderia morar em um apartamento em Paris ou mesmo em bangalô em Jeriquaquara, porque para você mais do que para qualquer outro a felicidade cai bem!
Não é que eu não queira uma casa no campo, gostaria muito, aliás eu tenho muitos desejos, eu quero muita coisa, muitas vezes meu unico desejo é ficar sozinha, não gostaria de um abraço, porque se não quem sabe uma lágrima rolasse.
Asssim como a senhora, eu também desejo alguém atencioso, para dividir um copo de água ou mesmo um de cerveja, que só para variar me levasse para dar uma volta com os cachorros, com quem os silêncios fossem confortaveis.
Eu sei bem que fazia um tempão que a gente não se via, que a principio eu fiquei um pouco cheia de dedos para falar com você, mas Deus como eu sentia saudades!!!
Sei também que a gente gosta de se degladiar, que quando você está de TPM é o diabo de saias, mas também sei que eu não ligo, que cada tapa é necesário, porrada de amor não dói, mentira dói sim, contudo são necessárias para as coisas funcionarem.
Você pode achar uma grande maluquice da minha parte, você pode estar achando esse texto uma merda, um erro, eu não estou nem aí... sei que você mais do que qualquer outro ser humano acredita na mudança de certas coisas, e nem quero apelar para discussões acadêmicas...
Sorri muito ao ver a senhora sorrir, saber que você ainda dança muito bem, que você ainda é carnivora, que você é você mas um você melhor, mais madura, mais maneira, mais Radical Chique, que ainda tem ares de Paris, e sorrisos abrasileirados muito peculiares.
Nem sei o motivo, mas me deu vontade de publicizar o quanto essa visita foi importante, o quanto certas conexões são legais, queria dizer que etsmaos ai, para te dar um tapinha nas costas e dizer que se não quiser uma casa no campo tudo bem, acho que você poderia morar em um apartamento em Paris ou mesmo em bangalô em Jeriquaquara, porque para você mais do que para qualquer outro a felicidade cai bem!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Pertencimento
Você me deixou fazer as malas, me deixou andar em direção oposta, eu ainda esperei por um retorno, minha bagagem ficava ali a disposição para correr em sua direção, sem pestanejar eu cruzaria o país, cruzaria o Atlântico, entraria em um pequeno bote e remaria até não ter mais forças. Com o tempo eu desfiz as malas, acomodei os vestidos, reorganizei tudo em seu lugar, mas o lugar ainda não era esse.
Você ainda insistia em não aparecer para dizer que se arrependeu, ou só para dizer que você leu com carinho minhas palavras, mas não foi bem assim você deu seguimento a sua exsitência, saiu com pessoas novas, conheceu novos bares, novos caminhos diferentes daqueles que passavamos cotidianamente, eu ainda insistia nas mesmas lembranças, nas mesmas vontades.
Eu bem que avisei um dia tudo vai passar, mesmo que eu saiba que essa noite minha cabeça foi sua, para acender mais uma esperança, para eu revirar suas fotos que estão guardadas, mesmo que eu ainda esteja escrevendo um texto ao som de uma música triste com som de piano que deprime e uma voz suave que faz meus olhos não suportarem, eu estou nascendo de novo.
Renasci, e nada irá me tirar o desejo de lutar por algo melhor, por um futuro de sorrisos e não mais de saudades escondidas.
Aquela mala que eu organizava para você dia após dia agora é minha, eu recoloquei uns cheiros, uns livros, umas roupas e umas músicas bacanas e tomei o caminho oposto. Eu atravessei um linha tênue para outro lugar, não foi apenas uma travessia geografica, foi também um tempo de travessia, uma transição para um outro plano ou melhor outros planos.
Eu ri de verdade (faz um tempão que não conseguia), eu ouvi outras músicas eu dancei, suei até não poder mais, eu abri meu coração para gente que eu conheço e que me conhece mais do que você. Eu dormi uma noite toda, comi em um restaurante com a companhia de amigos de longa data, fui a livrarias comprar presentes para mim, pintei minhas unhas e meus lábios de carmim, sabe para que?
Para que eu mesma olhasse e finalmente sorrir.
Segui outros caminhos, cheguei em outros caminhos, fui aceita com toda minha poesia e amor, vou ser aceita por diversos motivos, reecontrei o que eu havia perdido por uma paixão burguesa (parafraseando um professor) meu caminho está sendo refeito em outra direção.
Se eu disse que ainda não doi ou não vai doer, seria mentira, ainda estou derramando lágrimas incessantemente, mas os tempos de travessia são assim mesmo, eu já consigo vislumbrar alegria por ter sentido outra boca, por ter seguido outro rumo, por me pertencer novamente.
E mesmo que eu tente relutar me pego pensando ás vezes o que você fará quando nem mesmo minhas noites de sono te pertençam?
Devagarinho você vira uma lembrança, ora dolorosa, ora feliz mas ainda uma lembrança.
Você ainda insistia em não aparecer para dizer que se arrependeu, ou só para dizer que você leu com carinho minhas palavras, mas não foi bem assim você deu seguimento a sua exsitência, saiu com pessoas novas, conheceu novos bares, novos caminhos diferentes daqueles que passavamos cotidianamente, eu ainda insistia nas mesmas lembranças, nas mesmas vontades.
Eu bem que avisei um dia tudo vai passar, mesmo que eu saiba que essa noite minha cabeça foi sua, para acender mais uma esperança, para eu revirar suas fotos que estão guardadas, mesmo que eu ainda esteja escrevendo um texto ao som de uma música triste com som de piano que deprime e uma voz suave que faz meus olhos não suportarem, eu estou nascendo de novo.
Renasci, e nada irá me tirar o desejo de lutar por algo melhor, por um futuro de sorrisos e não mais de saudades escondidas.
Aquela mala que eu organizava para você dia após dia agora é minha, eu recoloquei uns cheiros, uns livros, umas roupas e umas músicas bacanas e tomei o caminho oposto. Eu atravessei um linha tênue para outro lugar, não foi apenas uma travessia geografica, foi também um tempo de travessia, uma transição para um outro plano ou melhor outros planos.
Eu ri de verdade (faz um tempão que não conseguia), eu ouvi outras músicas eu dancei, suei até não poder mais, eu abri meu coração para gente que eu conheço e que me conhece mais do que você. Eu dormi uma noite toda, comi em um restaurante com a companhia de amigos de longa data, fui a livrarias comprar presentes para mim, pintei minhas unhas e meus lábios de carmim, sabe para que?
Para que eu mesma olhasse e finalmente sorrir.
Segui outros caminhos, cheguei em outros caminhos, fui aceita com toda minha poesia e amor, vou ser aceita por diversos motivos, reecontrei o que eu havia perdido por uma paixão burguesa (parafraseando um professor) meu caminho está sendo refeito em outra direção.
Se eu disse que ainda não doi ou não vai doer, seria mentira, ainda estou derramando lágrimas incessantemente, mas os tempos de travessia são assim mesmo, eu já consigo vislumbrar alegria por ter sentido outra boca, por ter seguido outro rumo, por me pertencer novamente.
E mesmo que eu tente relutar me pego pensando ás vezes o que você fará quando nem mesmo minhas noites de sono te pertençam?
Devagarinho você vira uma lembrança, ora dolorosa, ora feliz mas ainda uma lembrança.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Prosa e Poesia
Fui fazer auto análise, descobri coisas horriveis, não sou poética, não existe uma nesga se quer de Neruda em meus olhos, existe sim Pessoa em minha pele, mas meus olhos me pareceram janelas vazias, sem objetivos, sem rumos para seguir.
Fui olhar para o espelho e nada mais que o cabelos brancos a me seguir, nem uma canção, nem uma fábula, sem ensinamentos apenas as marcas da passagem do glorioso tempo, dos excessos.
Demasia em tudo, na paz, na raiva, na magua, na tristeza, na alegria, na força, na dor.
Esvaziei meus olhos, meus obejtivos, meus sonhos, minhas dores. Sobrou uma casca muito fina do que restou, em ano durante uma curta vida tudo foi levado ao maxímo, ao mínimo em segundos, em meses e muito pouco espaço percorrido.
Não existe mais nem um pouco de Vinicius em mim, não vejo volúpia nem beleza, nos meus cabelos que insistem em ficar ralos. Até mesmo o açucarado e algumas vezes vingativo buarquismo me deixou, penso em poesias, em frases de efeito, mas nada restou.
Quem sabe lá no fundo, por baixo de pele, carne e ossos, pode haver Florbela, mas nem lusos, argentinos, cariocas, podem explicar essa ausência em mim.
A revolução, as paixões teriam me deixado para trás? em mim nada de poesia muito menos cinematográfico, nenhuma obstinação a não ser a fuga. quem sabe eu precisasse de um toque de cinema europeu, ou memso de Almodóvar alguma vingança, algum amor, alguma vontade alguma explosão de Tyler Durden.
Aguardo a explosão, peço por ela, uma lágrima que brote dos meus olhos com o alívio ou mesmo com o conforto de boas saudades de Marina Abramovic, que meus olhos consigam ter o minimo da força dos olhos dos quadros e fotografias que eu tenho observado, que eu reencontre minhas paixões minhas poesias, que eu não tente recuperar apenas um poema, uma canção, que eu recupere meus olhos para enfim viver com um pouco de rima e sem essa prosa chata que anda me assombrando.
Fui olhar para o espelho e nada mais que o cabelos brancos a me seguir, nem uma canção, nem uma fábula, sem ensinamentos apenas as marcas da passagem do glorioso tempo, dos excessos.
Demasia em tudo, na paz, na raiva, na magua, na tristeza, na alegria, na força, na dor.
Esvaziei meus olhos, meus obejtivos, meus sonhos, minhas dores. Sobrou uma casca muito fina do que restou, em ano durante uma curta vida tudo foi levado ao maxímo, ao mínimo em segundos, em meses e muito pouco espaço percorrido.
Não existe mais nem um pouco de Vinicius em mim, não vejo volúpia nem beleza, nos meus cabelos que insistem em ficar ralos. Até mesmo o açucarado e algumas vezes vingativo buarquismo me deixou, penso em poesias, em frases de efeito, mas nada restou.
Quem sabe lá no fundo, por baixo de pele, carne e ossos, pode haver Florbela, mas nem lusos, argentinos, cariocas, podem explicar essa ausência em mim.
A revolução, as paixões teriam me deixado para trás? em mim nada de poesia muito menos cinematográfico, nenhuma obstinação a não ser a fuga. quem sabe eu precisasse de um toque de cinema europeu, ou memso de Almodóvar alguma vingança, algum amor, alguma vontade alguma explosão de Tyler Durden.
Aguardo a explosão, peço por ela, uma lágrima que brote dos meus olhos com o alívio ou mesmo com o conforto de boas saudades de Marina Abramovic, que meus olhos consigam ter o minimo da força dos olhos dos quadros e fotografias que eu tenho observado, que eu reencontre minhas paixões minhas poesias, que eu não tente recuperar apenas um poema, uma canção, que eu recupere meus olhos para enfim viver com um pouco de rima e sem essa prosa chata que anda me assombrando.
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