Certa vez uma pessoa que acredita em muitas coisas, inclusive na filosofia oriental me disse que nossa casa é o espelho dos nossos pensamentos, pois bem hoje minha casa não é só minha eu divido ela com mais alguns habitantes, mas meu quarto ainda é meu, e quer saber ele está um caos.
Sinceramente comecei a acreditar nisso, visto que minha mente se encontra em tal estado, em perigo bagunçada, existem calaçados, roupas, livros, cartas e documentos por todos os lados, sem contar um guarda-roupas lotado de coisas de um tempo que já se foi.
É a partir das minhas observações do cotidiano que acabo juntando as letras dentro do caos, tenho chegado a conclusões um tanto assustadoras.
Minha vida é um terno faz de contas, que só acontece no que está sobre meu pescoço e na tela do computador é ali que estou vivendo nos ultimos tempos. Nos seriados, filmes, ali eu já salvei vidas, mudei o mundo e mais ali eu fui amada com todas as minhas idiossincrasias, ali a minha existência tomou importância. Essa é uma conclusão patética, contudo absolutamente real, sendo paradoxal, a realidade é que não vivo no plano real, mas sim no mundo da lua e é de lá que eu me comunico, lá minhas fantasias estão criando movimento.
Como diria Lucas Silva Silva:
- Alô, Alô Planeta Terra chamando.... essa é mais edição do diário de bordo, do meu diário de bordo, onde tudo pode acontecer........
No mundo da lua eu estou em uma vida que tenha sucesso, em algo diferente, cheio de gente, agitação das boas, com as melhores músicas, amigos.
E o plano real? aaaa deixa para depois, quando estou ali no Mundo da Lua, tudo pode ser, tudo pode rolar tudo vira uma fotografia, uma cena de filme, lá a vida acontece?
Quando foi que eu deixei de ser alguém interessante, iventiva sim, mas executora para ser apenas inventiva aqui dentro?
Quando foi que eu deixei qualquer frustração me deixar ir embora e não voltar mais desse plano onde tudo é maravilhoso e eu vôo de uma praia nas Bermudas para a nuvem dos ursinhos carinhosos, escapo de de uma caixa de papelão e tomo um balde de sorvete.... fiquei presa?
Deixe de viajar fisicamente, para não voltar mais do plano da imaginação?
Sempre me pergunto como eu era aos nove anos? Essa mesma pessoa que me falou do quarto, disse que eu era confiante, criativa, segura, tranquila e feliz.
Lá no Mundo da Lua eu sempre acho que sou, mas aqui que não é o mundo das idéias, onde as esquinas são de verdade, os cães latem e lambem, onde nem sempre é verão, em que estação do ano eu fui embora? qual foi a esquina que eu dobrei? qual foi a nave na qual embarquei?
Sei que quando fechos os olhos ou ás vezes com eles bem abertos ainda posso sentir aquele mundo se materializando para depois ir embora.
terça-feira, 7 de maio de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
Para quem tem pés de bailarina...
Eu quero uma casa no campo.... opa não era bem isso que deveria ser dito agora, às vezes eu acho que eu entendo o que você quer, existe uma espécie de sintonia entre o que nós conversamos.
Não é que eu não queira uma casa no campo, gostaria muito, aliás eu tenho muitos desejos, eu quero muita coisa, muitas vezes meu unico desejo é ficar sozinha, não gostaria de um abraço, porque se não quem sabe uma lágrima rolasse.
Asssim como a senhora, eu também desejo alguém atencioso, para dividir um copo de água ou mesmo um de cerveja, que só para variar me levasse para dar uma volta com os cachorros, com quem os silêncios fossem confortaveis.
Eu sei bem que fazia um tempão que a gente não se via, que a principio eu fiquei um pouco cheia de dedos para falar com você, mas Deus como eu sentia saudades!!!
Sei também que a gente gosta de se degladiar, que quando você está de TPM é o diabo de saias, mas também sei que eu não ligo, que cada tapa é necesário, porrada de amor não dói, mentira dói sim, contudo são necessárias para as coisas funcionarem.
Você pode achar uma grande maluquice da minha parte, você pode estar achando esse texto uma merda, um erro, eu não estou nem aí... sei que você mais do que qualquer outro ser humano acredita na mudança de certas coisas, e nem quero apelar para discussões acadêmicas...
Sorri muito ao ver a senhora sorrir, saber que você ainda dança muito bem, que você ainda é carnivora, que você é você mas um você melhor, mais madura, mais maneira, mais Radical Chique, que ainda tem ares de Paris, e sorrisos abrasileirados muito peculiares.
Nem sei o motivo, mas me deu vontade de publicizar o quanto essa visita foi importante, o quanto certas conexões são legais, queria dizer que etsmaos ai, para te dar um tapinha nas costas e dizer que se não quiser uma casa no campo tudo bem, acho que você poderia morar em um apartamento em Paris ou mesmo em bangalô em Jeriquaquara, porque para você mais do que para qualquer outro a felicidade cai bem!
Não é que eu não queira uma casa no campo, gostaria muito, aliás eu tenho muitos desejos, eu quero muita coisa, muitas vezes meu unico desejo é ficar sozinha, não gostaria de um abraço, porque se não quem sabe uma lágrima rolasse.
Asssim como a senhora, eu também desejo alguém atencioso, para dividir um copo de água ou mesmo um de cerveja, que só para variar me levasse para dar uma volta com os cachorros, com quem os silêncios fossem confortaveis.
Eu sei bem que fazia um tempão que a gente não se via, que a principio eu fiquei um pouco cheia de dedos para falar com você, mas Deus como eu sentia saudades!!!
Sei também que a gente gosta de se degladiar, que quando você está de TPM é o diabo de saias, mas também sei que eu não ligo, que cada tapa é necesário, porrada de amor não dói, mentira dói sim, contudo são necessárias para as coisas funcionarem.
Você pode achar uma grande maluquice da minha parte, você pode estar achando esse texto uma merda, um erro, eu não estou nem aí... sei que você mais do que qualquer outro ser humano acredita na mudança de certas coisas, e nem quero apelar para discussões acadêmicas...
Sorri muito ao ver a senhora sorrir, saber que você ainda dança muito bem, que você ainda é carnivora, que você é você mas um você melhor, mais madura, mais maneira, mais Radical Chique, que ainda tem ares de Paris, e sorrisos abrasileirados muito peculiares.
Nem sei o motivo, mas me deu vontade de publicizar o quanto essa visita foi importante, o quanto certas conexões são legais, queria dizer que etsmaos ai, para te dar um tapinha nas costas e dizer que se não quiser uma casa no campo tudo bem, acho que você poderia morar em um apartamento em Paris ou mesmo em bangalô em Jeriquaquara, porque para você mais do que para qualquer outro a felicidade cai bem!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Pertencimento
Você me deixou fazer as malas, me deixou andar em direção oposta, eu ainda esperei por um retorno, minha bagagem ficava ali a disposição para correr em sua direção, sem pestanejar eu cruzaria o país, cruzaria o Atlântico, entraria em um pequeno bote e remaria até não ter mais forças. Com o tempo eu desfiz as malas, acomodei os vestidos, reorganizei tudo em seu lugar, mas o lugar ainda não era esse.
Você ainda insistia em não aparecer para dizer que se arrependeu, ou só para dizer que você leu com carinho minhas palavras, mas não foi bem assim você deu seguimento a sua exsitência, saiu com pessoas novas, conheceu novos bares, novos caminhos diferentes daqueles que passavamos cotidianamente, eu ainda insistia nas mesmas lembranças, nas mesmas vontades.
Eu bem que avisei um dia tudo vai passar, mesmo que eu saiba que essa noite minha cabeça foi sua, para acender mais uma esperança, para eu revirar suas fotos que estão guardadas, mesmo que eu ainda esteja escrevendo um texto ao som de uma música triste com som de piano que deprime e uma voz suave que faz meus olhos não suportarem, eu estou nascendo de novo.
Renasci, e nada irá me tirar o desejo de lutar por algo melhor, por um futuro de sorrisos e não mais de saudades escondidas.
Aquela mala que eu organizava para você dia após dia agora é minha, eu recoloquei uns cheiros, uns livros, umas roupas e umas músicas bacanas e tomei o caminho oposto. Eu atravessei um linha tênue para outro lugar, não foi apenas uma travessia geografica, foi também um tempo de travessia, uma transição para um outro plano ou melhor outros planos.
Eu ri de verdade (faz um tempão que não conseguia), eu ouvi outras músicas eu dancei, suei até não poder mais, eu abri meu coração para gente que eu conheço e que me conhece mais do que você. Eu dormi uma noite toda, comi em um restaurante com a companhia de amigos de longa data, fui a livrarias comprar presentes para mim, pintei minhas unhas e meus lábios de carmim, sabe para que?
Para que eu mesma olhasse e finalmente sorrir.
Segui outros caminhos, cheguei em outros caminhos, fui aceita com toda minha poesia e amor, vou ser aceita por diversos motivos, reecontrei o que eu havia perdido por uma paixão burguesa (parafraseando um professor) meu caminho está sendo refeito em outra direção.
Se eu disse que ainda não doi ou não vai doer, seria mentira, ainda estou derramando lágrimas incessantemente, mas os tempos de travessia são assim mesmo, eu já consigo vislumbrar alegria por ter sentido outra boca, por ter seguido outro rumo, por me pertencer novamente.
E mesmo que eu tente relutar me pego pensando ás vezes o que você fará quando nem mesmo minhas noites de sono te pertençam?
Devagarinho você vira uma lembrança, ora dolorosa, ora feliz mas ainda uma lembrança.
Você ainda insistia em não aparecer para dizer que se arrependeu, ou só para dizer que você leu com carinho minhas palavras, mas não foi bem assim você deu seguimento a sua exsitência, saiu com pessoas novas, conheceu novos bares, novos caminhos diferentes daqueles que passavamos cotidianamente, eu ainda insistia nas mesmas lembranças, nas mesmas vontades.
Eu bem que avisei um dia tudo vai passar, mesmo que eu saiba que essa noite minha cabeça foi sua, para acender mais uma esperança, para eu revirar suas fotos que estão guardadas, mesmo que eu ainda esteja escrevendo um texto ao som de uma música triste com som de piano que deprime e uma voz suave que faz meus olhos não suportarem, eu estou nascendo de novo.
Renasci, e nada irá me tirar o desejo de lutar por algo melhor, por um futuro de sorrisos e não mais de saudades escondidas.
Aquela mala que eu organizava para você dia após dia agora é minha, eu recoloquei uns cheiros, uns livros, umas roupas e umas músicas bacanas e tomei o caminho oposto. Eu atravessei um linha tênue para outro lugar, não foi apenas uma travessia geografica, foi também um tempo de travessia, uma transição para um outro plano ou melhor outros planos.
Eu ri de verdade (faz um tempão que não conseguia), eu ouvi outras músicas eu dancei, suei até não poder mais, eu abri meu coração para gente que eu conheço e que me conhece mais do que você. Eu dormi uma noite toda, comi em um restaurante com a companhia de amigos de longa data, fui a livrarias comprar presentes para mim, pintei minhas unhas e meus lábios de carmim, sabe para que?
Para que eu mesma olhasse e finalmente sorrir.
Segui outros caminhos, cheguei em outros caminhos, fui aceita com toda minha poesia e amor, vou ser aceita por diversos motivos, reecontrei o que eu havia perdido por uma paixão burguesa (parafraseando um professor) meu caminho está sendo refeito em outra direção.
Se eu disse que ainda não doi ou não vai doer, seria mentira, ainda estou derramando lágrimas incessantemente, mas os tempos de travessia são assim mesmo, eu já consigo vislumbrar alegria por ter sentido outra boca, por ter seguido outro rumo, por me pertencer novamente.
E mesmo que eu tente relutar me pego pensando ás vezes o que você fará quando nem mesmo minhas noites de sono te pertençam?
Devagarinho você vira uma lembrança, ora dolorosa, ora feliz mas ainda uma lembrança.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Prosa e Poesia
Fui fazer auto análise, descobri coisas horriveis, não sou poética, não existe uma nesga se quer de Neruda em meus olhos, existe sim Pessoa em minha pele, mas meus olhos me pareceram janelas vazias, sem objetivos, sem rumos para seguir.
Fui olhar para o espelho e nada mais que o cabelos brancos a me seguir, nem uma canção, nem uma fábula, sem ensinamentos apenas as marcas da passagem do glorioso tempo, dos excessos.
Demasia em tudo, na paz, na raiva, na magua, na tristeza, na alegria, na força, na dor.
Esvaziei meus olhos, meus obejtivos, meus sonhos, minhas dores. Sobrou uma casca muito fina do que restou, em ano durante uma curta vida tudo foi levado ao maxímo, ao mínimo em segundos, em meses e muito pouco espaço percorrido.
Não existe mais nem um pouco de Vinicius em mim, não vejo volúpia nem beleza, nos meus cabelos que insistem em ficar ralos. Até mesmo o açucarado e algumas vezes vingativo buarquismo me deixou, penso em poesias, em frases de efeito, mas nada restou.
Quem sabe lá no fundo, por baixo de pele, carne e ossos, pode haver Florbela, mas nem lusos, argentinos, cariocas, podem explicar essa ausência em mim.
A revolução, as paixões teriam me deixado para trás? em mim nada de poesia muito menos cinematográfico, nenhuma obstinação a não ser a fuga. quem sabe eu precisasse de um toque de cinema europeu, ou memso de Almodóvar alguma vingança, algum amor, alguma vontade alguma explosão de Tyler Durden.
Aguardo a explosão, peço por ela, uma lágrima que brote dos meus olhos com o alívio ou mesmo com o conforto de boas saudades de Marina Abramovic, que meus olhos consigam ter o minimo da força dos olhos dos quadros e fotografias que eu tenho observado, que eu reencontre minhas paixões minhas poesias, que eu não tente recuperar apenas um poema, uma canção, que eu recupere meus olhos para enfim viver com um pouco de rima e sem essa prosa chata que anda me assombrando.
Fui olhar para o espelho e nada mais que o cabelos brancos a me seguir, nem uma canção, nem uma fábula, sem ensinamentos apenas as marcas da passagem do glorioso tempo, dos excessos.
Demasia em tudo, na paz, na raiva, na magua, na tristeza, na alegria, na força, na dor.
Esvaziei meus olhos, meus obejtivos, meus sonhos, minhas dores. Sobrou uma casca muito fina do que restou, em ano durante uma curta vida tudo foi levado ao maxímo, ao mínimo em segundos, em meses e muito pouco espaço percorrido.
Não existe mais nem um pouco de Vinicius em mim, não vejo volúpia nem beleza, nos meus cabelos que insistem em ficar ralos. Até mesmo o açucarado e algumas vezes vingativo buarquismo me deixou, penso em poesias, em frases de efeito, mas nada restou.
Quem sabe lá no fundo, por baixo de pele, carne e ossos, pode haver Florbela, mas nem lusos, argentinos, cariocas, podem explicar essa ausência em mim.
A revolução, as paixões teriam me deixado para trás? em mim nada de poesia muito menos cinematográfico, nenhuma obstinação a não ser a fuga. quem sabe eu precisasse de um toque de cinema europeu, ou memso de Almodóvar alguma vingança, algum amor, alguma vontade alguma explosão de Tyler Durden.
Aguardo a explosão, peço por ela, uma lágrima que brote dos meus olhos com o alívio ou mesmo com o conforto de boas saudades de Marina Abramovic, que meus olhos consigam ter o minimo da força dos olhos dos quadros e fotografias que eu tenho observado, que eu reencontre minhas paixões minhas poesias, que eu não tente recuperar apenas um poema, uma canção, que eu recupere meus olhos para enfim viver com um pouco de rima e sem essa prosa chata que anda me assombrando.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Fuga ao som de Roberto Carlos
Ando fugindo do sono, a cada vez que fecho os olhos apenas alguém aparece em um caminho, eu peço para voltar, mas sempre vou receber a tão esperada resposta salto da cama.
Ando fugindo da vida, não quero me manter acordada, o primeiro pensamento e o ultimo já tem proprietário, e não tento mais me enganar, a muito tempo o meu pensar não me pertence.
Ando ouvindo Roberto Carlos, ou qualquer outra música triste que me permita secar lágrimas discretas dentro do ônibus ou embaixo do chuveiro. As pessoas sentem cheiro de tristeza, mas me perfumo para disfarçar.
Ando choramingando pelos cantos as escondidas por não saber, ou não entender. Busco todos os dias uma teoria na sociologia e na antropologia, nos astros e na espiritualidade, nada nem ninguém consegue explicar porque as coisas se vão? se voltam?se saudades tem fim?
Todos os dias eu sinto falta do que foi do que poderia ter sido, sinto muita vergonha por ter escrito aquilo, sinto vergonha por entregar alguma coisa para alguém. Aquela foi a primeira carta e a ultima vez que eu entreguei o que me pertencia e já não pertence mais e muito menos sei se vou conseguir retomar o que é meu. Por que ninguém consegue me dizer quando esse prazo de validade estará findo? Por que eu ainda não entendi o proposito, se é que existe um proposito em toda essa choradeira às escondidas?
Será que eu deixei escapar tarde demais que eu já não me sentia mais dona de mim, que meus sentidos foram embora, que eu tenho escondido muito mais do que alguém imagina?
Eu tenho o lado esquerdo do corpo comprometido, procuro a cura, procuro esquecer, mas todos os dias tento esconder o que quer seja, mas todos os dias acordada ou não existe alguém do outro lado de uma trincheira.
Ando fugindo da vida, não quero me manter acordada, o primeiro pensamento e o ultimo já tem proprietário, e não tento mais me enganar, a muito tempo o meu pensar não me pertence.
Ando ouvindo Roberto Carlos, ou qualquer outra música triste que me permita secar lágrimas discretas dentro do ônibus ou embaixo do chuveiro. As pessoas sentem cheiro de tristeza, mas me perfumo para disfarçar.
Ando choramingando pelos cantos as escondidas por não saber, ou não entender. Busco todos os dias uma teoria na sociologia e na antropologia, nos astros e na espiritualidade, nada nem ninguém consegue explicar porque as coisas se vão? se voltam?se saudades tem fim?
Todos os dias eu sinto falta do que foi do que poderia ter sido, sinto muita vergonha por ter escrito aquilo, sinto vergonha por entregar alguma coisa para alguém. Aquela foi a primeira carta e a ultima vez que eu entreguei o que me pertencia e já não pertence mais e muito menos sei se vou conseguir retomar o que é meu. Por que ninguém consegue me dizer quando esse prazo de validade estará findo? Por que eu ainda não entendi o proposito, se é que existe um proposito em toda essa choradeira às escondidas?
Será que eu deixei escapar tarde demais que eu já não me sentia mais dona de mim, que meus sentidos foram embora, que eu tenho escondido muito mais do que alguém imagina?
Eu tenho o lado esquerdo do corpo comprometido, procuro a cura, procuro esquecer, mas todos os dias tento esconder o que quer seja, mas todos os dias acordada ou não existe alguém do outro lado de uma trincheira.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Resignação...
Fui olhar novamente o significado de uma palavra no dicionário.
Resignação: espiritualidade, concientização, aceitação.
Faz um certo tempo que ando pensando sobre o tempo, sobre as marcas de expressão que estão surgindo em meu rosto, elas estariam ali por muitos motivos, alegria, ira, tristeza.
Eu envelheci, envelheço a cada dia que o sol se põe.
E ainda não consegui ou tento conseguir me concientizar, espiritualizar, principlamente com relação ao tempo e aos finais.
Nessas ultimas semanas pensei que se escrevesse uma canção, fotografasse, tocasse violão ou mesmo escrevesse um poema tudo se acertaria. Nenhuma canção ou poema foi escrito apenas observei minhas expressões no espelho e não encontrei resignção perante o que aconteceu.
Os finais são tão dificeis, é quase impossivel não buscar culpados, esbravejar, chorar ao ver um olhar artístico.
Ainda olho para as minhas mãos, meus olhos, minha boca, meus cabelos e tento entender o que foi que eles não tocaram, ainda afirmo que fui abandonada por todas as forças superiores, porque tudo escapou ao meu controle, meus amigos foram embora e já não posso ir aos domingos problematizar minha dor com eles, mais velhos e mais espertos. Ainda não entendo o que foi que faltou?
Seria meu espirito envelhecido por certas leituras, minha boca indomável perante a fome, a duvida, a violência?
Seria aquela carta, ou convite que demorou a chegar, a distância que não me permitiu sorrir ao acordar.
Nobreza dentro do meu coração tem me faltado, palavras de saudade em compensação brotam aos montes.
Quero aceitar que não existirão mais almoços de domingo, nem praias para visitar nem blusas para aquecer, que começou e para mim chegou um fim, de textos nesses espaço, de ansiedades, de saudades, de esperas, de malas feitas.
Desfiz aquela mala, escondi no em cima do guarda roupa, camuflei as flores do vestido agora mortas de tanto esperar, por entender que chegou o tempo da resignação, da travessia, mesmo que eu me prenda ao solo, meus pés já afundaram e só me resta ler aquela palavra no dicionário, correr, parar, olhar no espelho e ver vincos formados por saudades e tristezas.
Resignação: espiritualidade, concientização, aceitação.
Faz um certo tempo que ando pensando sobre o tempo, sobre as marcas de expressão que estão surgindo em meu rosto, elas estariam ali por muitos motivos, alegria, ira, tristeza.
Eu envelheci, envelheço a cada dia que o sol se põe.
E ainda não consegui ou tento conseguir me concientizar, espiritualizar, principlamente com relação ao tempo e aos finais.
Nessas ultimas semanas pensei que se escrevesse uma canção, fotografasse, tocasse violão ou mesmo escrevesse um poema tudo se acertaria. Nenhuma canção ou poema foi escrito apenas observei minhas expressões no espelho e não encontrei resignção perante o que aconteceu.
Os finais são tão dificeis, é quase impossivel não buscar culpados, esbravejar, chorar ao ver um olhar artístico.
Ainda olho para as minhas mãos, meus olhos, minha boca, meus cabelos e tento entender o que foi que eles não tocaram, ainda afirmo que fui abandonada por todas as forças superiores, porque tudo escapou ao meu controle, meus amigos foram embora e já não posso ir aos domingos problematizar minha dor com eles, mais velhos e mais espertos. Ainda não entendo o que foi que faltou?
Seria meu espirito envelhecido por certas leituras, minha boca indomável perante a fome, a duvida, a violência?
Seria aquela carta, ou convite que demorou a chegar, a distância que não me permitiu sorrir ao acordar.
Nobreza dentro do meu coração tem me faltado, palavras de saudade em compensação brotam aos montes.
Quero aceitar que não existirão mais almoços de domingo, nem praias para visitar nem blusas para aquecer, que começou e para mim chegou um fim, de textos nesses espaço, de ansiedades, de saudades, de esperas, de malas feitas.
Desfiz aquela mala, escondi no em cima do guarda roupa, camuflei as flores do vestido agora mortas de tanto esperar, por entender que chegou o tempo da resignação, da travessia, mesmo que eu me prenda ao solo, meus pés já afundaram e só me resta ler aquela palavra no dicionário, correr, parar, olhar no espelho e ver vincos formados por saudades e tristezas.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Ordem do dia
Em frente a um poste que dizia, PARE, eu parei e proferi o que dias de reflexão me trouxeram:
- Quero ser feliz!
Acho que nunca havia verbalizado esse desejo, nunca tinha exposto minha necessidade de ser feliz, fosse como fosse, sendo quem de fato eu sou.
Essas conclusões não são epifanias, não são causadas por canções saudosas e nostálgicas, elas são fruto de um longo e gradual processo.
Confesso que muitas vezes achei que a tristeza tinha lá seu charme, cheia de melancolia eu escrevia melhor, era mais profunda, mais misteriosa.
Porém, quem foi que disse pra mim que a felicidade não é charmosa, abarrotada de savoire- faire? A felicidade é tão descontralada, tão indecente, tão questionadora.
Por muito tempo se tenta agradar ou usar a razão, quero me despir dessa convenção. Quero estar alegre.
Leituras de ônibus e cabaceira da cama, falavam sobre Sócrates, o questionador ateniense, que dizia em certos momentos que era impossivel ser feliz negando aquilo em que se acredita, criando prisões em torno de si. Resolvi ouvir o filósofo que mora em mim e abrir as portas para o Mundo de Sofia, viver nas pontas dos pêlos dos coelhos, observar o mundo com curiosidade, munida de razão, mas também de um coração cheio de afeto, que me dizia sobre como é fundamental ser feliz.
Você se esconde atrás do labor, das paredes de concreto, mas ninguém deveria se esconder das descobertas e do poder que elas tem.
O vida é tão fugaz, as defesas tão grandes, e os esconderijos maiores.
Lembrar de que algumas pinturas não se formam novamente, de que fruir o que está ao redor é necessário.
Lembrar que as tardes de piadas, os apertos de mão, os lanches nos bancos, os abraços embaraçados, são muito maiores e de suma importancia perante aquele rancor, aquela lembrança de um lugar onde nem discussão existiu, porque a rota de fuga foi imediatamente usada.
E porque só lembrar, porque não tentar?
Ofício do passado nos torna tão duros com ele, ir contra o pêlo parafraseando Benjamin, mas, não deveria esquecer que existe tudo pode ser recriado e certas memórias, mesmo nos pareçam traidoras devem ser mantidas. Não se vive de lembrança, mas se busca na história aquilo que necessário para compreender o passado e não desisitir dele, o presente.
Recomeço, ressignificação, força e doçura são as palavras de ordem.
- Quero ser feliz!
Acho que nunca havia verbalizado esse desejo, nunca tinha exposto minha necessidade de ser feliz, fosse como fosse, sendo quem de fato eu sou.
Essas conclusões não são epifanias, não são causadas por canções saudosas e nostálgicas, elas são fruto de um longo e gradual processo.
Confesso que muitas vezes achei que a tristeza tinha lá seu charme, cheia de melancolia eu escrevia melhor, era mais profunda, mais misteriosa.
Porém, quem foi que disse pra mim que a felicidade não é charmosa, abarrotada de savoire- faire? A felicidade é tão descontralada, tão indecente, tão questionadora.
Por muito tempo se tenta agradar ou usar a razão, quero me despir dessa convenção. Quero estar alegre.
Leituras de ônibus e cabaceira da cama, falavam sobre Sócrates, o questionador ateniense, que dizia em certos momentos que era impossivel ser feliz negando aquilo em que se acredita, criando prisões em torno de si. Resolvi ouvir o filósofo que mora em mim e abrir as portas para o Mundo de Sofia, viver nas pontas dos pêlos dos coelhos, observar o mundo com curiosidade, munida de razão, mas também de um coração cheio de afeto, que me dizia sobre como é fundamental ser feliz.
Você se esconde atrás do labor, das paredes de concreto, mas ninguém deveria se esconder das descobertas e do poder que elas tem.
O vida é tão fugaz, as defesas tão grandes, e os esconderijos maiores.
Lembrar de que algumas pinturas não se formam novamente, de que fruir o que está ao redor é necessário.
Lembrar que as tardes de piadas, os apertos de mão, os lanches nos bancos, os abraços embaraçados, são muito maiores e de suma importancia perante aquele rancor, aquela lembrança de um lugar onde nem discussão existiu, porque a rota de fuga foi imediatamente usada.
E porque só lembrar, porque não tentar?
Ofício do passado nos torna tão duros com ele, ir contra o pêlo parafraseando Benjamin, mas, não deveria esquecer que existe tudo pode ser recriado e certas memórias, mesmo nos pareçam traidoras devem ser mantidas. Não se vive de lembrança, mas se busca na história aquilo que necessário para compreender o passado e não desisitir dele, o presente.
Recomeço, ressignificação, força e doçura são as palavras de ordem.
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