Eu nem sei ainda como será seu rosto, mas já passei muitos instantes imaginado, se você terá olhos verdes como os da sua vó e furinho no queixo como seu avô, espero que tenha perseverança e muita força como ele. Já que falamos sobre esse assunto, por um acaso, por uma força maior, seu querido avô resolveu passear em outros caminhos, mas como sua tia é historiadora ela jamais se furtaria de narrar sobre aquele senhor barbudo que caminhou por aqui. Ouso até escrever uma carta como se fosse dele para você meu pequeno.
"Querido Eduardo, opa Dudu, meu neto. Seu avô tem uma larga experiencia e uma vida muito diversificada, portanto posso deixar alguns recados.
A vida é repleta de escolhas ( tive essa conversa com todos meus filhos, com meus netos não seria diferente) você deve sempre optar pelo que é justo e bom, não só para você mas para todos que ama, até para os que não conhece. Lute por tudo que acredita, ainda que muita gente vá olhar sem compreensão, não desista de nada, estude muito, mas aquilo que ama, seu ofício deve ser sua paixão e para ser bem feito só com muito afeto.
Esteja em comunhão com todos que você ama, mude se for necessário, reveja sua vida, demonstre carinho. Aprenda a comer x-salada com Choco Milk, aprenda também a nadar em rios, comer croquete (receita da sua bisa), abrace muito sua vó, ela fará todas as suas vontades."
Ele assim como seus pais iria te dizer que ajudar e ter integridade é algo importante, ele te daria muitos livros, iria dizer que a educação é a maior e melhor herança, que Chico Buarque é o melhor compositor do mundo que Bethânia canta com a voz de Deus, Fernando Pessoa é o maior poeta de todos os tempos.
Ele iria colocar você no banco de trás do carro para você conhecer os boêmios, intelectuais, trabalhadores e diria que todos eles tem um valor imenso, falaria sobre a importância da politica e do debate.
Se algum dia você ficasse chateado sairia dar uma volta em um fim de tarde na cidade para te dar um conselho e com ele você sempre poderia contar. Ele diria que comprar livros não é gasto e sim investimento que sempre temos que ser melhores, mais criativos, mais humanos e que a beleza da vida deve ser celebrada... ele também iria colocar você no colo e reclamar do peso, você teria feito jogos da loteria e assistido filmes de ação, ele sempre indicaria livros, programas de televisão e canções novas. Assim como fez com todos nós, inclusive com a vida de uma pacata cidadezinha do interior, ele faria diferente, só porque ser diferente é importante e mais importante que tudo é seguir o próprio caminho e enfrentar as batalhas por nós mesmos e por quem caminha conosco.
Esse seria a sua melhor e mais amada referencia, ou melhor, é sua referencia de quem nunca esteve no mundo assim desavisado, mas que veio para sacudir e arrebatar, a alma artística que ele te deixa de herança.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
as mentiras dos tempos
Meu querido primeiro eu quero te desejar uma boa noite, de sonhos de tranquilidade, sem dores, sem pesadelos.
Depois que eu te deseje uma longa noite nos braços de Morfeu (para não ser repetitiva), queria muito dizer sobre o que sinto e sobre o que penso.
Mesmo que pareça bobagem, mesmo que seja muito batido e rebatido, mais do que clichê, pensei sobre a vida, na verdade me fiei na passagem dela.
Notei que eu nunca havia atentado para o sabor das coisas, certas coisas ardem, outras adoçam, nunca imaginei cheirar coisas com vontade, apenas cheirava, hoje noto a suma importância dos cheiros nos acontecimentos. Eu jamais entenderia a maravilha da minha infância sem cheiro de Choco Milk, groselha e guarda-chuva de chocolate.
Outro sentido importante é o tato, e se não eu soubesse da sua mão grosseira de gente grande para passear por aí?
Meu querido como deixei passar tudo isso de maneira indolente, irresponsável ?
Quer dizer então que um dia eu deixei tudo de lado?
Então fiz uma retrospectiva silenciosa.Eu nasci, me registraram com essa graça, não contentes em me deixar exposta aos civis fui fazer parte da sociedade religiosa para ser moralmente respeitada. aí fui me educar, para aprender a ler aprender, apreender e bláblá. Fui trabalhar, ganhar dinheiro, cumprir, gastar, consumir.
Mas, meu querido seja sincero como você sempre foi, aquela coisa de nos olharmos e sabermos. Quando foi que a vida passou pelas janelas das casas em que eu sobrevivi e não vivi?
Passei uma tarde pensando, uma vida e ainda não entendi.
Quando foi que deixamos de nos aproximar mesmo que para discordar?
Deixamos a vida se reproduzir de maneira mecânica e matemática, hoje quando tempo não parece infinito e sabemos que seus braços e abraços são findos, meu olhar sobre seu pequeno corpo de monge tibetano, agora prefere notar seu cheirinho, suas mãos ainda grosseiras e falar sobre coisas e mentiras que apenas nós dizemos um para o outro.
Depois que eu te deseje uma longa noite nos braços de Morfeu (para não ser repetitiva), queria muito dizer sobre o que sinto e sobre o que penso.
Mesmo que pareça bobagem, mesmo que seja muito batido e rebatido, mais do que clichê, pensei sobre a vida, na verdade me fiei na passagem dela.
Notei que eu nunca havia atentado para o sabor das coisas, certas coisas ardem, outras adoçam, nunca imaginei cheirar coisas com vontade, apenas cheirava, hoje noto a suma importância dos cheiros nos acontecimentos. Eu jamais entenderia a maravilha da minha infância sem cheiro de Choco Milk, groselha e guarda-chuva de chocolate.
Outro sentido importante é o tato, e se não eu soubesse da sua mão grosseira de gente grande para passear por aí?
Meu querido como deixei passar tudo isso de maneira indolente, irresponsável ?
Quer dizer então que um dia eu deixei tudo de lado?
Então fiz uma retrospectiva silenciosa.Eu nasci, me registraram com essa graça, não contentes em me deixar exposta aos civis fui fazer parte da sociedade religiosa para ser moralmente respeitada. aí fui me educar, para aprender a ler aprender, apreender e bláblá. Fui trabalhar, ganhar dinheiro, cumprir, gastar, consumir.
Mas, meu querido seja sincero como você sempre foi, aquela coisa de nos olharmos e sabermos. Quando foi que a vida passou pelas janelas das casas em que eu sobrevivi e não vivi?
Passei uma tarde pensando, uma vida e ainda não entendi.
Quando foi que deixamos de nos aproximar mesmo que para discordar?
Deixamos a vida se reproduzir de maneira mecânica e matemática, hoje quando tempo não parece infinito e sabemos que seus braços e abraços são findos, meu olhar sobre seu pequeno corpo de monge tibetano, agora prefere notar seu cheirinho, suas mãos ainda grosseiras e falar sobre coisas e mentiras que apenas nós dizemos um para o outro.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Um minuto
Eu costumo olhar pelas grades da janela do quarto, ver a mesma rua, a mesma vizinhança todos os dias pelos losangos que me protegem e me impedem de atravessar a vizinhança, o bairro, o mundo.
Um minuto de coragem é o que me falta para arrancar o que não me permite transpor a caixa em que me enquadro, onde me prendo, um minuto de coragem para mudar.
Quebrar as regras que se impõe pele retângulo feito para olhar e ser olhado com segurança.
E por mais clichê que isso possa parecer a vida passa tão depressa, que não cabe no espaço de uma canção, um dia eu posso piscar ou nem mais abrir os olhos para a vizinhança que acompanhou o crescimento, a rebeldia de butique, o diploma, a vida assalariada.
Eu poderia ter menos de um minuto de coragem para não deixar nada escapar. As rugas dele e dela que tentam transitar por uma existência ainda me parecem distantes, foram sessenta anos de caminhada, vinte e sete almejando por sonhos através das grades que podem sumir dali ou ficar por aí para garantir que medo não só se avizinhe, mas que ele permaneça.
Um minuto para correr da vizinhança, da doença, um minuto para correr em direção a ela, e dizer que eu vou viver.
Nesse momento penso nas rugas da testa, dos óculos e da camisa fechada, no barulho das panelas e na vizinhança que acompanha tudo através da grades verdes dispostas a anos. Um cigarro fumado na madrugada, uma lágrima reprimida, uma esperança fujona e a necessidade de um minuto de coragem para falar sobre a saudade, para dar aquele telefonema, um minuto que agora parece tão pouco, que não permite que a canção termine, um minuto do qual vou sentir falta.
Como da primeira vez que se vê o oceano um minuto que se basta, uma poesia ruim, para não estrangular o mundo que se avizinha o tempo que finda.
Um minuto de coragem é o que me falta para arrancar o que não me permite transpor a caixa em que me enquadro, onde me prendo, um minuto de coragem para mudar.
Quebrar as regras que se impõe pele retângulo feito para olhar e ser olhado com segurança.
E por mais clichê que isso possa parecer a vida passa tão depressa, que não cabe no espaço de uma canção, um dia eu posso piscar ou nem mais abrir os olhos para a vizinhança que acompanhou o crescimento, a rebeldia de butique, o diploma, a vida assalariada.
Eu poderia ter menos de um minuto de coragem para não deixar nada escapar. As rugas dele e dela que tentam transitar por uma existência ainda me parecem distantes, foram sessenta anos de caminhada, vinte e sete almejando por sonhos através das grades que podem sumir dali ou ficar por aí para garantir que medo não só se avizinhe, mas que ele permaneça.
Um minuto para correr da vizinhança, da doença, um minuto para correr em direção a ela, e dizer que eu vou viver.
Nesse momento penso nas rugas da testa, dos óculos e da camisa fechada, no barulho das panelas e na vizinhança que acompanha tudo através da grades verdes dispostas a anos. Um cigarro fumado na madrugada, uma lágrima reprimida, uma esperança fujona e a necessidade de um minuto de coragem para falar sobre a saudade, para dar aquele telefonema, um minuto que agora parece tão pouco, que não permite que a canção termine, um minuto do qual vou sentir falta.
Como da primeira vez que se vê o oceano um minuto que se basta, uma poesia ruim, para não estrangular o mundo que se avizinha o tempo que finda.
sábado, 9 de novembro de 2013
Hoje desejo ser poeta, pois esses seres que pelo mundo passam deixam uma obra de beleza, apenas eles sabem sobre a beleza das coisas.
Desejo de todo coração escrever versos, um poeta olha uma cortina balançando ao vento e enxerga a saia de sua amada a rodar no samba, um poeta veria o azul do céu nesse dia esplendoroso e conseguiria deixa r esse azul ainda mais doce. Falta me faz ser poeta, eles bebem com classe, fuma cm charme, conseguem transformar o disforme em forma de amor.
Lamento por não ser poeta, pois se eu fosse, escreveria um poema sobre o verde peculiar dos olhos ainda renascendo de uma noite de uma longa noite de sono, porque se eu falasse em estrofes sobre os desenhos, que consigo ver m todos os lugares quando encontro certo aconchego que nem o cobertor da infância traria.
Se eu fosse como o Vinicius eu escreveria um soneto para você, mas me falta o talento do Neruda para falar de sentimentos. Eu sei sentir, mas não como os poetas, porque se eu soubesse você ia ver só....
Seus olhos de preguiça e de ressaca como os de Capitu seriam os felizes proprietários dos versos mais bonitos.
Como não sou poeta, mas sou larapia furtei para o colo mais gostoso da galaxia, muitos poemas e uma meia duzia de canções de todas as culturas, quem sabe se eu fosse pintora saberia também poderia pincelar sobre aquilo ou aquele, sabe aquele, você sabe não é?
Como me faltam uma meia duzia de palavras ou mais nessa prosa mal escrita... achei de bom tom roubar um verso...
verso que fica em segredo para ser entregue me papel as escondidas.
Desejo de todo coração escrever versos, um poeta olha uma cortina balançando ao vento e enxerga a saia de sua amada a rodar no samba, um poeta veria o azul do céu nesse dia esplendoroso e conseguiria deixa r esse azul ainda mais doce. Falta me faz ser poeta, eles bebem com classe, fuma cm charme, conseguem transformar o disforme em forma de amor.
Lamento por não ser poeta, pois se eu fosse, escreveria um poema sobre o verde peculiar dos olhos ainda renascendo de uma noite de uma longa noite de sono, porque se eu falasse em estrofes sobre os desenhos, que consigo ver m todos os lugares quando encontro certo aconchego que nem o cobertor da infância traria.
Se eu fosse como o Vinicius eu escreveria um soneto para você, mas me falta o talento do Neruda para falar de sentimentos. Eu sei sentir, mas não como os poetas, porque se eu soubesse você ia ver só....
Seus olhos de preguiça e de ressaca como os de Capitu seriam os felizes proprietários dos versos mais bonitos.
Como não sou poeta, mas sou larapia furtei para o colo mais gostoso da galaxia, muitos poemas e uma meia duzia de canções de todas as culturas, quem sabe se eu fosse pintora saberia também poderia pincelar sobre aquilo ou aquele, sabe aquele, você sabe não é?
Como me faltam uma meia duzia de palavras ou mais nessa prosa mal escrita... achei de bom tom roubar um verso...
verso que fica em segredo para ser entregue me papel as escondidas.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
ausência de titulo
Certas coisas nos perseguem, parece que certas dores ou tropeções fazem parte da nossa existência, mas você só reconhecerá essa dor quando ela bater a sua porta pela terceira vez.
Em uma tarde ouvi pela primeira vez a noticia, ela doeu, mas ainda eu a suportaria, ela se desfez e depois se prolongou até encontrar a pior manhã de janeiro, ainda meio fria. Mais um pouco antes esse mal agouro ressurgiu, durou um breve tempo e mais uma vez alcançou seu cume e levou aquilo que eu amava, um pouco antes do janeiro, depois ela se vestiu de revolta com Deus, com os sistema, uma inconformidade e depois vazio e depois o tempo.
Entretanto, os carmas não te abandonam, os destinos se que eles existem. A felicidade que parecia cálida, tentou se assentar, agosto termina e setembro vem vindo manso com manchete se repetindo. Mais uma vez me encontro assombrada.
Em conflito constante me sentindo uma grande egoísta, por não suportar ver aquele que tanto amo deixar de existir lentamente, não apenas o físico esse resiste, mas a figura de devoção se vai todos os dias um pouco. Não escuto mais a gravidade da voz, nem mesmo a garra, os palavrões os rompantes cheios de paixão esses me deixam a acada refeição e manhã um pouquinho mais solitária.
Tantas vezes me perguntei se suportaria?
A resposta é clara a cada dia que não vejo aquilo que me fez, deixo também de existir, os interesses, aquilo que foi construído com tanto cuidado quando visitamos a padaria e sentávamos no balcão isso está me deixando a cada quilo que some do seu rosto, a cada sentimento que não reconheço.
Sim, eu sou uma grande egoísta que sente tão sozinha por não poder ver mais certos brios e brilhos na figura tão cuidadosamente construída por meus olhos. Meu coração se parte e vai embora para não voltar, quando não vejo mais o que me fez seguir.
Não vejo mais graça em ouvir Chico nem Zé Ramalho e daqui uns dias nenhuma canção nem mesmo a mais bonita da Maysa, que diz assim:
" Oh tristeza me desculpe estou de malas prontas, hoje a poesia veio ao meu encontro... vamos viajar"
Eu arrumei as malas para partir para longe dela, mas acabei ficando e hoje o lamento que eu queria abandonar se faz presente como minha companhia por perder a cada nascer do dia aquilo que me fez.
Lamento profundamente por pensar assim, de fato eu desejo a redenção e a cura de um corpo doente e ainda que eu não veja mais você nos meus olhos nem me veja nos seus desejo que encarecidamente que fique, para eu poder segurar a mão que me fez atravessar avenidas.
Não enxergo no mundo algo mais cruel do que perder aquilo que mais se ama.
me despeço sem querer me lamentar, cuspindo no sistema que te condena a uma espera injusta, dolorida, me despeço dizendo não existe nada em galaxia alguma que me tire dessa briga por você... que até os confins eu iria e eu vou.
Deixo um beijo cheio de ternura dizendo que eu sinta saudades de você vou fazer você ficar.
Em uma tarde ouvi pela primeira vez a noticia, ela doeu, mas ainda eu a suportaria, ela se desfez e depois se prolongou até encontrar a pior manhã de janeiro, ainda meio fria. Mais um pouco antes esse mal agouro ressurgiu, durou um breve tempo e mais uma vez alcançou seu cume e levou aquilo que eu amava, um pouco antes do janeiro, depois ela se vestiu de revolta com Deus, com os sistema, uma inconformidade e depois vazio e depois o tempo.
Entretanto, os carmas não te abandonam, os destinos se que eles existem. A felicidade que parecia cálida, tentou se assentar, agosto termina e setembro vem vindo manso com manchete se repetindo. Mais uma vez me encontro assombrada.
Em conflito constante me sentindo uma grande egoísta, por não suportar ver aquele que tanto amo deixar de existir lentamente, não apenas o físico esse resiste, mas a figura de devoção se vai todos os dias um pouco. Não escuto mais a gravidade da voz, nem mesmo a garra, os palavrões os rompantes cheios de paixão esses me deixam a acada refeição e manhã um pouquinho mais solitária.
Tantas vezes me perguntei se suportaria?
A resposta é clara a cada dia que não vejo aquilo que me fez, deixo também de existir, os interesses, aquilo que foi construído com tanto cuidado quando visitamos a padaria e sentávamos no balcão isso está me deixando a cada quilo que some do seu rosto, a cada sentimento que não reconheço.
Sim, eu sou uma grande egoísta que sente tão sozinha por não poder ver mais certos brios e brilhos na figura tão cuidadosamente construída por meus olhos. Meu coração se parte e vai embora para não voltar, quando não vejo mais o que me fez seguir.
Não vejo mais graça em ouvir Chico nem Zé Ramalho e daqui uns dias nenhuma canção nem mesmo a mais bonita da Maysa, que diz assim:
" Oh tristeza me desculpe estou de malas prontas, hoje a poesia veio ao meu encontro... vamos viajar"
Eu arrumei as malas para partir para longe dela, mas acabei ficando e hoje o lamento que eu queria abandonar se faz presente como minha companhia por perder a cada nascer do dia aquilo que me fez.
Lamento profundamente por pensar assim, de fato eu desejo a redenção e a cura de um corpo doente e ainda que eu não veja mais você nos meus olhos nem me veja nos seus desejo que encarecidamente que fique, para eu poder segurar a mão que me fez atravessar avenidas.
Não enxergo no mundo algo mais cruel do que perder aquilo que mais se ama.
me despeço sem querer me lamentar, cuspindo no sistema que te condena a uma espera injusta, dolorida, me despeço dizendo não existe nada em galaxia alguma que me tire dessa briga por você... que até os confins eu iria e eu vou.
Deixo um beijo cheio de ternura dizendo que eu sinta saudades de você vou fazer você ficar.
domingo, 20 de outubro de 2013
Breve relato sem sentido
Eu ganho chocolate de madrugada, um privilégio de poucos, quem é que ganha chocolates assim sem datas?
Fora o fato de sempre existir uma mão para apertar a minha e não é qualquer mão, são aquelas de dedos bem longos, bem branquinhos.
A quase meia duzia de meses eu durmo no escuro, pois não tenho nada a temer, lá estão os braços longos que não permitem que os filmes e fantasmas me aterrorizem, posso fechar os olhos com a tranquilidade de encontrar aquele esverdeado dos olhos, muitas vezes bem inchados e mal humorados.
Eu posso sair tomar sorvete e cerveja no sábado a noite, ver um filme dormir ou beber com todo mundo e com você que fez até uma forcinha para comer peixe cru.
No domingo que se arrastou, senti aquele cheiro, cheirou de você, economizei o cheiro para poder cheirar antes de dormir. Mostrei a gaveta onde escondo os chocolates, sempre tomamos sorvete de morango, pois tem que existir um azedinho.
Você prefere gatos e eu cachorros (mas gosto muito de gatos) aqui em casa tem os dois, você é arte e eu política.
Tequilas, bandas, comidas, cervejas e dar risada e ainda ganho, beijos, os quadrinhos mais e companhia, poxa sou uma sortuda!! é bom mesmo sorrir, devorar suas covinhas com sorriso....
E ainda ganho chocolate de madrugada!!!
É essa quase meia duzia de meses está me fazendo um bem danado, eu bem que poderia fazer uma lista... mas prefiro fazer um relato sem sentido para aquilo que tem muito sentido.
Fora o fato de sempre existir uma mão para apertar a minha e não é qualquer mão, são aquelas de dedos bem longos, bem branquinhos.
A quase meia duzia de meses eu durmo no escuro, pois não tenho nada a temer, lá estão os braços longos que não permitem que os filmes e fantasmas me aterrorizem, posso fechar os olhos com a tranquilidade de encontrar aquele esverdeado dos olhos, muitas vezes bem inchados e mal humorados.
Eu posso sair tomar sorvete e cerveja no sábado a noite, ver um filme dormir ou beber com todo mundo e com você que fez até uma forcinha para comer peixe cru.
No domingo que se arrastou, senti aquele cheiro, cheirou de você, economizei o cheiro para poder cheirar antes de dormir. Mostrei a gaveta onde escondo os chocolates, sempre tomamos sorvete de morango, pois tem que existir um azedinho.
Você prefere gatos e eu cachorros (mas gosto muito de gatos) aqui em casa tem os dois, você é arte e eu política.
Tequilas, bandas, comidas, cervejas e dar risada e ainda ganho, beijos, os quadrinhos mais e companhia, poxa sou uma sortuda!! é bom mesmo sorrir, devorar suas covinhas com sorriso....
E ainda ganho chocolate de madrugada!!!
É essa quase meia duzia de meses está me fazendo um bem danado, eu bem que poderia fazer uma lista... mas prefiro fazer um relato sem sentido para aquilo que tem muito sentido.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Tempos
É esse são tempos difíceis meu bem, são tempos de dores, ninguém propõe amor em tempos de grandes guerras, você me propôs companheirismo quando as adversidades eram a escolha de bar, a posição da cama ou lugar para jantar, mas esse meu querido são tempos de lamurias e ainda assim você ficou.
Para quem sempre desejou a verdade, eu me lamento sobre a verdade, eu preferia não saber, seguir minha vida de cotidianos e pequenos aborrecimentos, de almoços curtos, brigas logas, palavrões prolongados.
É meu bem a vida mudou assim que eu pestanejei... nem deu tempo para suspirar e tudo aquilo que me fiava foi findando.
Hoje meu docinho as coisas são diferentes, nesses dias não saio na madrugada, não como carne, não sonho com bobagens, nesses dias que se seguem penso em coisa séria, escondo os cabelos brancos, choro miúdo, meu anjo porque aqui nada mais é assim.
Aqui os tempos são de dores e esperanças, nada aqui tem palavrões gritados, ao contrário tem cães correndo em silencio. Tem chinelos arrastando atrás de esperança.
Esses são tempos de força meu caro, tempos em que todo mundo almeja por uma coisa só. Tempos de acreditar e desejar do fundo do coração.
Agora o tempo de chorar se foi meu amor, agora é tempo se esperar, de pensar em fé.Os acontecimentos resolveram mudar o rumos das estações lá fora, que hora chove, hora abre um sol tímido.
A meu amor o que eu diria para você aos soluços é que desejaria que esse tempo nunca chegasse a tempo.
E agora explicaria que esse lugar ficou bem vazio, sem a gritaria, sem as piadas rabugentas.
Eu poderia dizer que nada permaneceu onde estava ( que nem acho isso ruim) mas, as nuvens mudaram de lugar.
Se você sentasse na mesa do bar eu iria rir, gritar muito, chorar mais um bocado, pois a época é de batalha. Devo dizer meu afeto, que essa é era da conquista, de algo maior, que eu dormi e nem sequer senti quando tive calçar as botas e ir lutar.
Esses meu amor são tempos de matar oponentes e beijar aliados.
Nada tenho a dizer, mas esses são tempo, essa é a época, esse é o milênio de viver para não deixar nem fresta nem rusga, esses são tempos de viver.
Para quem sempre desejou a verdade, eu me lamento sobre a verdade, eu preferia não saber, seguir minha vida de cotidianos e pequenos aborrecimentos, de almoços curtos, brigas logas, palavrões prolongados.
É meu bem a vida mudou assim que eu pestanejei... nem deu tempo para suspirar e tudo aquilo que me fiava foi findando.
Hoje meu docinho as coisas são diferentes, nesses dias não saio na madrugada, não como carne, não sonho com bobagens, nesses dias que se seguem penso em coisa séria, escondo os cabelos brancos, choro miúdo, meu anjo porque aqui nada mais é assim.
Aqui os tempos são de dores e esperanças, nada aqui tem palavrões gritados, ao contrário tem cães correndo em silencio. Tem chinelos arrastando atrás de esperança.
Esses são tempos de força meu caro, tempos em que todo mundo almeja por uma coisa só. Tempos de acreditar e desejar do fundo do coração.
Agora o tempo de chorar se foi meu amor, agora é tempo se esperar, de pensar em fé.Os acontecimentos resolveram mudar o rumos das estações lá fora, que hora chove, hora abre um sol tímido.
A meu amor o que eu diria para você aos soluços é que desejaria que esse tempo nunca chegasse a tempo.
E agora explicaria que esse lugar ficou bem vazio, sem a gritaria, sem as piadas rabugentas.
Eu poderia dizer que nada permaneceu onde estava ( que nem acho isso ruim) mas, as nuvens mudaram de lugar.
Se você sentasse na mesa do bar eu iria rir, gritar muito, chorar mais um bocado, pois a época é de batalha. Devo dizer meu afeto, que essa é era da conquista, de algo maior, que eu dormi e nem sequer senti quando tive calçar as botas e ir lutar.
Esses meu amor são tempos de matar oponentes e beijar aliados.
Nada tenho a dizer, mas esses são tempo, essa é a época, esse é o milênio de viver para não deixar nem fresta nem rusga, esses são tempos de viver.
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